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PodParaná #85: Unidades de Conservação ajudam a proteger biodiversidade paranaense | PodParaná


Uma vasta riqueza em biodiversidade, muitas vezes sob risco de extinção, mantida viva sob cuidados de Unidades de Conservação no Paraná. O Instituto Água e Terra (IAT) mantém 70 delas, que guardam parte da história do meio ambiente, da sociedade e do mundo a partir dos elementos ali encontados.

O estado também possui 318 Reservas Naturais do Patrimônio Privado (RNPP), locais pertencentes a pessoas físicas ou jurídicas que percebem o valor do ambiente.

Por isso, o episódio de número 85 do PodParaná traz detalhes de como funcionam as unidades de conservação do estado, o que elas representam e também a importância de mantê-las.

A concessão do Parque Estadual de Vila Velha é uma das mais recentes do país e teve o contrato assinado em fevereiro de 2020 — Foto: Divulgação/Soul Parques

A concessão do Parque Estadual de Vila Velha é uma das mais recentes do país e teve o contrato assinado em fevereiro de 2020 — Foto: Divulgação/Soul Parques

Nesta edição, o diretor de patrimônios naturais do IAT, Rafael Andreguetto, contou sobre como são definidos os locais que se tornam unidades de conservação e ressaltou, também, que novas UCs podem ser criadas a qualquer momento diante da vastidão de riqueza que o Paraná tem.

“O importante é a consciência que as pessoas devem ter. Se houve criação da UC nessa área é por conta da relevância para a biodiversidade não só da região, mas do Brasil, do planeta como um todo. Porque ela acaba impactando a vida das pessoas. Onde menos tem conservação hoje, tem mais áreas secas ou maiores eventos climáticos. […] É importante que [nesses locais] sigam regras porque são resquícios de espécies e paisagens preservadas, para que a gente possa realmente contar de onde a gente veio, de onde o planeta surgiu”, ressaltou o diretor do IAT.

Ele também explicou que existem outras Unidades de Conservação sob gestão federal (como as Cataratas) e também municipal no Paraná. Todas são regulamentadas pela lei federal nº 9.985, de 2000.

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PodParaná: toda sexta-feira um novo episódio. Ouça no G1 e em diversas plataformas — Foto: Arte/RPC

PodParaná: toda sexta-feira um novo episódio. Ouça no G1 e em diversas plataformas — Foto: Arte/RPC

O Salto São João, em Prudentópolis — Foto: Paraná Turismo/Divulgação

O Salto São João, em Prudentópolis — Foto: Paraná Turismo/Divulgação

De acordo com o diretor do IAT, das 70 unidades, 54 são de proteção integral e 16 de uso sustentável no Paraná, o que significa que o local permite atividade econômica e também a existência de moradias e residências.

As nomenclaturas avançam e definem também as restrições dentro das Áreas de Proteção Integral, que podem ser estações ecológicas ou reservas biológicas, e também UCs de proteção integral que permitem uso público turismo.

No caso do turismo, há exemplos como o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e também o Salto São João, em Prudentópolis. Veja nas imagens acima.

“Uma estação ecológica ou reserva biológica tem o maior grau de restrições. São as que têm praticamente a única possibilidade de pesquisa científica e educação ambiental. E isso se define por conta da característica da floresta ali presente, do bioma, o que ele preserva no seu conjunto. Então muitas vezes espécies de fauna e de flora têm risco crítico de extinção ou são o último conjunto existente e precisam ser preservados para ter população futura. Quando tem essa singularidade, essa relevância, tem que ter restrição maior”, explicou Rafael.

Ele também disse que, no caso das abertas para turismo, nem sempre toda a área é liberada para acesso dos visitantes.

As que permitem uso público turismo também têm restrição. Vila Velha, por exemplo, tem cerca de 20% que foram concessionadas, outros 80% continuam restritos.

“Quando temos essa categoria, ela é criada também não somente por conta da fauna, da flora, do bioma, da relevância que tem, mas muitas vezes tem a criação por conta da paisagem, como as Cataratas ( gestão nacional) e Salto São João”, disse.

Neste ano, uma publicação em uma revista internacional divulgou a descoberta de uma floresta de fósseis de árvores datados com cerca de 290 milhões de anos em Ortigueira, no Norte Pioneiro do Paraná.

O feito foi registrado pela pesquisadora Thammy Mottin, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Segundo ela, este é apenas o terceiro registro desse tipo de fóssil na América do Sul. E, na região, o único com árvores que foram soterradas e mantiveram um bom estado de conservação, em posição de vida, como se “estivessem congeladas no tempo”.

Floresta de 290 milhões de anos é descoberta no Paraná — Foto: Arquivo Pessoal/Thammy Mottin

Floresta de 290 milhões de anos é descoberta no Paraná — Foto: Arquivo Pessoal/Thammy Mottin

No estado, também foram encontradas novas cavernas escondidas na Escarpa Devoniana, Área de Proteção Ambiental (APA) que fica nos Campos Gerais. De acordo com Rodrigo Aguilar, pesquisador, geólogo e presidente do GUPE, a descoberta foi feita em um estudo voluntário.

Nos dois casos, os pesquisadores ressaltaram a necessidade urgente das autoridades criarem mecanismos de proteção nos locais para que a riqueza ali existente seja preservada sob possibilidade de ser destruída.



Fonte: G1


01/07/2022 – Rota do Sol FM

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