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PodParaná #95: 'Filhas do Vento e da Liberdade', motociclistas se juntam para viajar e conscientizar mulheres sobre câncer de mama | PodParaná


Criado a partir do sonho de uma apaixonada por aventura, a confraria de motociclistas “Filhas do Vento de da Liberdade” passou a mudar a vida de outras mulheres, com a coragem para encarar a estrada pilotando.

No 95º episódio, publicado nesta sexta-feira (9), o PodParaná conta a história do grupo de Curitiba fundado pela motociclista paranaense Telma Crummenauer, que decidiu começar a pilotar aos 46 anos.

  • Mulheres motociclistas que se conheceram pela internet iniciam viagem de mais de 7 mil km ao deserto do Atacama

A confraria reúne mulheres que se encorajam no motociclismo e faz ações por todo o país para tratar de assuntos como a prevenção contra o câncer de mama, depressão e o combate à violência doméstica.

Confraria 'Filhas do Vento e da Liberdade' reúne mulheres motociclistas — Foto: Telma Crummenauer/arquivo pessoal

Confraria ‘Filhas do Vento e da Liberdade’ reúne mulheres motociclistas — Foto: Telma Crummenauer/arquivo pessoal

Participam do programa: Telma Crummenauer, motociclista e fundadora do grupo; e as também motociclistas e integrantes do moto clube: Viviane Santos, de 54 anos, e Silmara Andrade, de 58 anos.

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PodParaná: toda sexta-feira um novo episódio. Ouça no G1 e em diversas plataformas — Foto: Arte/RPC

PodParaná: toda sexta-feira um novo episódio. Ouça no G1 e em diversas plataformas — Foto: Arte/RPC

Telma conta que é apaixonada por motocicletas desde a juventude, quando acompanhava o pai, que era motociclista.

Porém, o sonho de ganhar a estrada não era possível diante do preconceito de que a aventura não fosse para ela. O tempo foi passando, ela casou, teve filhos, e acabou ficando cada vez mais distante da estrada.

Aos 46 anos, ela resgatou a vontade de pilotar em meio à superação de episódios frequentes de depressão.

“Para despertar disso tudo, eu queria saber quem eu era, o tamanho da força que eu tinha, mas não como mãe e nem como esposa. Porque, normalmente, o marido chama de amor, os filhos chamam de mãe, e quem chama de Telma? Eu queria saber quem era a Telma”, disse.
Telma Crummenauer, de 50 anos, ajudou a convocar mulheres apaixonadas por motocicletas para uma viagem de 27 dias ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

Telma Crummenauer, de 50 anos, ajudou a convocar mulheres apaixonadas por motocicletas para uma viagem de 27 dias ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

Com o incentivo do marido e dos filhos, ela retomou aos poucos a coragem de pilotar. Um ano depois, foi convidada por outra mulher a fazer uma primeira grande aventura. Elas viajaram de Curitiba até Brasília para um evento.

Depois, outras mulheres foram se juntando ao sonho de Telma, e outras viagens ocorreram. Ela conta que o nome do grupo foi escolhido porque ela sempre se sentiu “uma filha do vento e da liberdade”.

Grupo de mulheres motociclistas de Curitiba mobilizaram outras apaixonadas por motos de outros estados brasileiros para realizar a viagem ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

Grupo de mulheres motociclistas de Curitiba mobilizaram outras apaixonadas por motos de outros estados brasileiros para realizar a viagem ao deserto do Atacama — Foto: Giuliano Gomes/PRPress

Motociclismo como ferramenta de conscientização

Com o tempo, o grupo se tornou um meio de transformar a vida de mulheres. No caso da Telma, foi a superação da depressão. Para outras, a conscientização sobre o câncer de mama.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, em 2022, o estado do Paraná registre mais de 12,6 mil casos de câncer em mulheres, sem contar casos câncer de pele não melanoma.

Mulheres motociclistas percorrem o Paraná, em ações de conscientização contra o câncer de mama — Foto: Divulgação/Filhas do vento e da Liberdade

Mulheres motociclistas percorrem o Paraná, em ações de conscientização contra o câncer de mama — Foto: Divulgação/Filhas do vento e da Liberdade

Especificamente sobre o câncer de mama em mulheres, o Inca estima 3.470 novos casos no estado. A prevenção e o incentivo ao acompanhamento médico é tema frequente nas viagens das motociclistas.

“No outubro rosa, nós saímos das nossas casas para lembrar as mulheres do nosso Paraná da importância da prevenção. Depois, a gente teve um feedback de mulheres que disseram: ‘Vocês passaram aqui na minha cidade, eu fui fazer o exame, e acabei descobrindo um nódulo ainda muito pequeno, e eu achava que isso não poderia acontecer comigo”, destacou Telma.
Confraria de mulheres motociclistas 'Filhas do Vento e da Liberdade', em ação de conscientização contra o câncer de mama — Foto: Telma Crummenauer/arquivo pessoal

Confraria de mulheres motociclistas ‘Filhas do Vento e da Liberdade’, em ação de conscientização contra o câncer de mama — Foto: Telma Crummenauer/arquivo pessoal

A motociclista Silmara Andrade, de 58 anos, está tratando um câncer de mama. O acompanhamento começou depois que ela fez o autoexame incentivada em um evento do grupo.

Na ocasião, as motociclistas viajaram até a cidade de Paranaguá, no litoral do estado, para lembrar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce.

“Essa ação me conscientizou da importância do autoexame. Cuidaram de mim. Eu acho que o Filhas do Vento é uma irmandade, onde as mulheres estão ali para dar apoio e levantar outras mulheres. Muitos problemas, às vezes, eu resolvo em cima da moto. Adoro sentir o vento, a liberdade”, contou.
Silmara Andrade, de 58 anos, encontrou no motociclismo incentivo e apoio de outras mulheres — Foto: Silmara Andrade/arquivo pessoal

Silmara Andrade, de 58 anos, encontrou no motociclismo incentivo e apoio de outras mulheres — Foto: Silmara Andrade/arquivo pessoal

Outra integrante da confraria, a motociclista Viviane Santos, de 54 anos, também relata que sempre foi apaixonada por motos.

Na parceria com o grupo, ela encontrou uma forma de ajudar outras mulheres que enfrentam o câncer de mama – como ela também precisou enfrentar.

Viviane participou em 2021 de uma expedição do “Outubro rosa”, promovida pelo “Filhas do Vento e da Liberdade”. Na viagem, as mulheres percorreram diversas regiões do Paraná falando sobre o assunto.

” Eu olhava aquelas mulheres pilotarem e eu pensava: ‘Se elas podem, eu também posso’. Foi uma experiência inovadora. O Filhas do Vento traz uma experiência de que a gente pode o que a gente quer, porque eu nunca havia pilotado e quando vi, estava pilotando e fazendo um rally”, disse.

Ela destacou que as ações do grupo de motociclistas promovem conforto e esperança para outras mulheres.

Viviane Santos encontrou no motociclismo a motivação para buscar novos desafios — Foto: Viviane Santos/arquivo pessoal

Viviane Santos encontrou no motociclismo a motivação para buscar novos desafios — Foto: Viviane Santos/arquivo pessoal

Destino: deserto do Atacama

Em 2019, Telma e outras integrantes fizeram uma expedição saindo do Paraná em direção ao deserto do Atacama, no Chile. Foram mais de 7 mil quilômetros percorridos.

Ela conta que a experiência na estrada e a recepção de outras mulheres que acabam encontrando o grupo são inspirações e um grande incentivo para continuar pilotando.

“Seja na moto, seja onde for, nunca é tarde para a gente realizar nossos sonhos. Uma mulher sozinha, ela tem poder. Juntas, nós temos impacto”, concluiu.
Mulheres motociclistas do Paraná viajam cidades com ações de conscientização — Foto: Divulgação/Filhas do Vento e da Liberdade

Mulheres motociclistas do Paraná viajam cidades com ações de conscientização — Foto: Divulgação/Filhas do Vento e da Liberdade

O PodParaná tem episódios semanais que contam a história de moradores do estado e tratam de temas importantes para os paranaenses.

Para sugerir temas e interagir com a equipe, os ouvintes podem usar o aplicativo Você na RPC.

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Fonte: G1


09/09/2022 – Rota do Sol FM

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