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Polícia arromba porta do Hospital de Clínicas para retirar paciente; família cita omissão de socorro | Paraná


A Polícia Militar precisou arrombar uma porta do Hospital de Clínicas (HC) em Curitiba na madrugada desta sexta-feira (18) para retirar uma paciente identificada como Sandra, de 47 anos. A família da paciente afirma que ela passou mal e estava sozinha em uma sala, sem o atendimento adequado.

A porta dá acesso à unidade de emergência do hospital e foi arrombada para que o Samu pudesse entrar.

De acordo com a família, Sandra estava acompanhando a mãe idosa, que havia sido operada no HC. Durante a noite, a filha começou a sentir fortes dores abdominais.

A irmã, Patrícia Lara da Silva, afirma que os médicos apenas verificaram os sinais vitais dela – como a pressão arterial – e que, para ter um atendimento mais completo, teria que ser retirada do hospital e levada a outro lugar.

Então, Patrícia decidiu chamar a polícia e o Samu. Como a irmã dela estava dentro do HC, os socorristas avisaram que a chamada deveria ser feita pela equipe do hospital. A ligação, então, foi feita por uma recepcionista, segundo Patrícia.

Policial militar precisou arrombar porta do HC — Foto: Reprodução

Policial militar precisou arrombar porta do HC — Foto: Reprodução

Quando o Samu chegou, a porta que dá acesso à ambulância estava trancada. A socorrista do Samu também disse que ninguém abriu a porta para a ambulância. Foi quando o policial arrombou a porta.

Em nota, a PM afirmou que a equipe de segurança do Hospital de Clínicas se recusou a liberar o acesso dos policiais, mesmo após a chegada do Samu.

Patrícia gravou um vídeo no qual Sandra aparece sozinha em uma sala, deitada em uma maca.

Do HC, Sandra foi levada para a UPA da Cidade Industrial de Curitiba. No documento de entrada da paciente, consta a informação de que o hospital recusou atendimento.

Na UPA , os médicos da unidade constataram que a paciente precisava de exames mais complexos e de atendimento especializado. Sandra foi, então, encaminhada para o mesmo hotpul em que estava : o HC onde agora internada.

O advogado da família, Igor Ogar, disse que vai processar o hospital e os médicos por omissão de socorro, cárcere privado e negligência.

A direção do HC nega que houve omissão de socorro. Diz que Sandra foi atendida conforme o protocolo. E que os médicos verificaram que não havia gravidade no caso.

A direção diz ainda que os vigilantes demoraram 4 minutos para levar a chave da porta que foi arrombada! Tempo que a família não quis esperar. O hospital não passou informações sobre o estado de saúde da agora paciente.

A família não concorda com o protocolo adotado pelo hospital. “Se você está passando mal, você tem que sair do hospital? É isso? Se existe um protocolo, ok, mas e a vida do ser humano?”, questiona Patrícia.

Em nota, a Prefeitura de Curitiba – que gerencia o Samu – disse que, em caso de emergência, o serviço de saúde deve atender prontamente o paciente com os recursos de que dispõe. E que, em um segundo momento, se necessário, deve buscar outros recursos na rede de atendimento.

O Município disse ainda que o hospital deve contatar a central de regulação para transferência de pacioentes.

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Fonte: G1


18/03/2022 – Rota do Sol FM

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