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Polícia conclui que não houve omissão e nem intenção de matar por parte de médico suspeito de atropelar ciclista após discussão | Norte e Noroeste


O caso ocorreu em 2 de março, na Avenida Itororó, no Bosque II. O médico George Kotsifas, irmão do prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PSD), foi preso após a batida.

Além de Kotsifas atingir um ciclista, ele também passou com o carro sobre a bicicleta de outro ciclista, que tentou abordá-lo em um semáforo. Uma câmera de segurança registrou o momento do acidente.

Médico é suspeito de atropelar ciclistas e fugir sem prestar socorro, em Maringá

Médico é suspeito de atropelar ciclistas e fugir sem prestar socorro, em Maringá

Ele foi levado para a delegacia da cidade, onde foi ouvido e liberado após pagamento de fiança de R$ 3 mil.

O suspeito passou a ser investigado pelas suspeitas de lesão corporal culposa de trânsito, dano e fuga do local de acidente.

O inquérito é assinado pelo delegado Diego Almeida. Conforme o documento, “não resta dúvida que a a ação praticada pelo investigado concebeu-se com dolo”, mas não com intenção de matar, segundo o delegado.

“Se do contrário fosse, de acordo com as imagens, teria atingido a bicicleta por trás, e não feito um toque lateral, popularmente conhecido como ‘totozinho'”, diz o inquérito.

Ainda de acordo com o documento, como os dois ciclistas envolvidos no caso não sofreram ferimentos graves, foram ressarcidos e não quiseram mais representar criminalmente, o que impossibilita a acusação de lesão corporal.

O inquérito também conclui que não houve omissão do motorista em fugir do local, porque houve “receio de um possível linchamento”.

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A Prefeitura de Maringá informou que não vai comentar o caso.

“O prefeito não vai se manifestar. É um assunto estritamente pessoal do Dr. George, que não diz respeito à administração”, informou o gabinete do prefeito.

O g1 e a RPC tentam contato com a defesa do médico.

Enquanto a Polícia Militar atendia a ocorrência, a equipe recebeu a informação de que o médico estava em um estacionamento de uma padaria.

Os policiais foram até o local e encontraram o motorista, que afirmou que tinha se desentendido com os ciclistas e que um deles chutou o carro dele. Por conta disso, o médico disse que saiu do local.

“Parei no sinaleiro. Aí passaram esses bicicleteiros e furaram o sinal em alta velocidade. Aí eu dei uma buzinada. Eu sou muito disciplinado nessa questão de trânsito. Eles viraram, deram sinais e tal. Dei uma buzinada e segui”, contou no depoimento.

Kotsifas disse ainda à polícia que não sabia do atropelamento, nem de pessoas feridas.

Conforme o boletim de ocorrência, ele não apresentava sinais de embriaguez, mas se recusou a fazer o teste de bafômetro.

O investigado disse ainda, no depoimento, que deixou o local após a confusão porque ficou com medo de ser linchado.

“Estava parado, coincidiu que era o horário, né? Quando eu vi, eu estava em cima deles. Não sei se eu perdi um pouco do controle, quando eu vi estava o motoqueiro de um lado, chutou a caminhonete, o outro bateu no vidro, eu abri o vidro para perguntar o que era. Quando abri o vidro, ele tirou a mão para puxar a chave da caminhonete, aí eu assustei. Falei: ‘o que eu faço, na minha idade, sozinho?'”, explicou à polícia.

Caso aconteceu na Avenida Itororó — Foto: Câmera de segurança

Caso aconteceu na Avenida Itororó — Foto: Câmera de segurança



Fonte: G1


06/07/2022 – Rota do Sol FM

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