NOTÍCIAS


Polícia investiga ligação de criminosos de ataque a Guarapuava com crimes registrados em Araçatuba (SP) e Criciúma (SC)


Mais de 30 criminosos fortemente armados fecharam os acessos da cidade para o crime, que acabou com três pessoas feridas. Os assaltantes estavam com veículos blindados.

Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Coronel Romulo Marinho Soares, os carros deixados para trás pelos suspeitos têm placas de diferentes estados.

Além disso, o governo paranaense mantém contato com secretários dos dois estados para troca de informações.

“Estamos verificando se há conexões. Estamos agora na fase de fazer a perícia, temos nos utilizado desse trabalho que a criminalística faz. […] Isso é em conexão com outros estados, a gente tem uma expertise com São Paulo, Santa Catarina. E a gente acredita que sim que não é só pessoal do Paraná. Tem gente de fora”, afirmou.

Para Bruno Langeani, especialista em controle de armas e segurança e gerente do Instituto Sou da Paz, as ações criminosas têm semelhanças entre si e a probabilidade é que o grupo que atuou no Paraná seja composto por assaltantes de diferentes locais do país.

“Esse tipo de ataque é feito por grupos altamente especializados. Nesse sentido é muito difícil você ter uma ação desse tamanho, com dezenas de criminosos, com um grupo de um estado só. Em geral eles fazem uma composição de especialistas e, se preciso, recrutamento em vários locais”, explicou.
  • Veja o que se sabe sobre o ataque

Ele também ressaltou que isso ocorre porque esse tipo de operação demanda diferentes conhecimentos, como tática militar, operacional e de logística.

Sobre as semelhanças, o especialista ressaltou casos registrados em Araçatuba (SP), quando um grupo criminoso assaltou bancos e deixou três mortos, e também em Criciúma (SC), onde homens armados cercaram a área central da cidade e levaram R$ 125 milhões.

“Grandes grupos, uso de carros blindados, uso de armas de maior poder de fogo, uso de explosivos. Essa tática de frear qualquer reação das forças de segurança, e quando um grupo ataca o alvo onde há dinheiro outros subgrupos bloqueiam ações dos batalhões. […] Outro ponto comum é o uso de reféns como escudo humano nas vias de acesso”, detalhou.

Ele também ressaltou que o método de ataque em Guarapuava pode ser classificado como “novo cangaço”. Entenda abaixo.

  • FOTOS E VÍDEOS: ataque de assaltantes aterroriza moradores em Guarapuava
  • ‘Muito barulho de bala, pessoas gritando no meio da rua’, diz morador de Guarapuava após ataque de assaltantes
Exército afirmou que utilizou blindado para transporte de militares — Foto: Reprodução/g1

Exército afirmou que utilizou blindado para transporte de militares — Foto: Reprodução/g1

Sobre o modus operandi adotado na ação, o especialista explicou que o método pode ser definido como “novo cangaço”, o mesmo aplicado em Araçatuba e Criciúma.

“Pode também enquadrar porque eles colocam essa questão de você sitiar uma cidade, você atacar com uma proporção muito grande de força. Das atividades não fugirem do confronto, mas pelo contrário, até se anteciparem a isso para inibir as forças”, detalhou.

  • ‘Novo cangaço’: De onde vêm armas, munições e explosivos usados por quadrilhas em ataques a bancos no Brasil?
Estradas foram incendiadas durante ataque em Guarapuava (PR) — Foto: Reproduçã

Estradas foram incendiadas durante ataque em Guarapuava (PR) — Foto: Reproduçã

Sobre a data escolhida pelos criminosos, fim do domingo de Páscoa, o especialista afirmou que esse tipo de decisão está ligado ao dinheiro disponível no local escolhido como alvo.

“Muitas vezes [os grupos] têm informação privilegiada de que no momento que eles vão fazer o ataque o local recebeu ou está com uma grande quantia de valores. Logicamente se tiverem dois locais com a mesma quantidade de recursos e mesmas características eles podem escolher a data com menos movimento ou em que efetivo vai estar empenhado em outra atividade. Mas o principal fator é o montante de recurso”, frisou.

Moradores de Guarapuava viveram noite de terror — Foto: Arte/g1

Moradores de Guarapuava viveram noite de terror — Foto: Arte/g1



Fonte: G1


18/04/2022 – Rota do Sol FM

SEGUE A @ROTADOSOLFM

(45) 3287-1475

rotadosolfm@hotmail.com
Boa Vista da Aparecida – PR
Rua Celmo Miranda, 802 – Alto da Colina

NO AR:
MANHÃ 107