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Policial baleado em ataque à empresa de valores em Guarapuava tem morte cerebral confirmada, comunica PM


A Polícia Militar comunicou, neste sábado (23), que o cabo Ricieri Chagas, baleado na cabeça no combate ao ataque à empresa de valores em Guarapuava, teve morte cerebral confirmada. A informação foi confirmada pelo novo comandante do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Major Flávio Ferraz.

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À RPC, o comandante disse que fez o comunicado oficial representando a família do cabo, que estava na viatura alvejada por criminosos na noite do último domingo (17). A polícia lamentou a perda do militar.

Cabo Ricieri foi atingido com disparo na cabeça no domingo (17) — Foto: Divulgação/Redes Sociais

Cabo Ricieri foi atingido com disparo na cabeça no domingo (17) — Foto: Divulgação/Redes Sociais

Além de Ricieri, havia outros três policias e um cachorro no veículo: o cabo Wendler, que não se feriu e foi salvo de um tiro de fuzil que acertou o celular dele; e o cabo José Douglas Bonato, que foi baleado na perna e recebeu alta do hospital. O animal não se feriu.

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Em um áudio, Bonato relatou o momento do ataque. “Eles atiram pra matar e não param”, contou. Bonato ainda faz menção ao cabo Ricieri Chagas. Ouça aqui.

“Dai eu pensei que eles ‘iam matar nós’ de vez ali cara. Só que eu não vi nada. Dai eu me joguei da viatura. E a viatura bateu, acho. Rastejei no mato e consegui forçar o torniquete. Só que daí eu desci da barca e pisei, dai eu acho que quebrou de vez a perna. Daí o Wendler [terceiro policial] não conseguiu me resgatar, mas fez certo, tocou pro hospital com o Ricieri”.
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Ao menos 30 criminosos estavam envolvidos na tentativa de assalto. Até este sábado (23), duas pessoas foram ouvidas como suspeitas, mas foram liberadas.

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A tentativa de assalto a uma transportadora de valores de Guarapuava, na região central, e o ataque ao 16ª Batalhão da Polícia Militar (BPM) do município, ocorreram de maneira simultânea na noite do último domingo (17).

A informação foi confirmada ao g1 pelo secretário de Estado Segurança Pública do Paraná, coronel Romulo Marinho Soares.

Ataque em Guarapuava — Foto: Reprodução

Ataque em Guarapuava — Foto: Reprodução

Um vídeo obtido com exclusividade pela RPC mostra que o grupo criminoso ficou por uma hora e meia em frente à transportadora. Conforme o horário indicado nas imagens, tem-se que viaturas da polícia aparecem na região à 0h45, quase uma hora após a saída dos suspeitos.

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Segundo o secretário, o intervalo de tempo entre a chegada dos assaltantes na cidade até a fuga, foi de cerca de cinco horas.

A polícia investiga a possível ligação do grupo que atuou na cidade em crimes similares em Criciúma (SC) e Araçatuba (SP).

Entenda, abaixo, a ordem cronológica da noite de terror em Guarapuava:

Cronologia da tentativa de assalto em Guarapuava — Foto:  Wagner Magalhães

Cronologia da tentativa de assalto em Guarapuava — Foto: Wagner Magalhães

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Fonte: G1


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