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Prefeitura de Londrina pode pagar R$ 25,2 milhões para subsidiar redução da tarifa do transporte coletivo em 2022


Ao ser divulgado pelo executivo na segunda-feira (3), o projeto para a redução de R$ 0,25 da passagem do ônibus não esclareceu quanto a medida do município pode custar aos cofres públicos.

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A proposta será votada pelos vereadores, em sessões extraordinárias e remotas, às 9h de sexta-feira (7) e sábado (8), com transmissão pela internet.

Segundo a prefeitura, a previsão é que o recurso de R$ 25,2 milhões seja retirado do superávit financeiro de 2021, estimado em R$ 102 milhões.

O superávit ocorre quando as receitas com tributos e impostos superam as despesas do governo.

Município poderá arcar com cerca de R$ 25 milhões para pagar subsídio, em Londrina — Foto: RPC/Reprodução

Município poderá arcar com cerca de R$ 25 milhões para pagar subsídio, em Londrina — Foto: RPC/Reprodução

Conforme a Câmara Municipal, o anexo com as informações sobre o impacto orçamentário ao município, caso o subsídio seja aprovado, foi protocolado na casa na terça-feira (4).

O documento anexado ao PL esclarece o valor a ser desembolsado pelo município, para bancar o benefício das tarifas isentas e eventuais diferenças para manter o funcionamento do serviço.

De acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda, a receita total do município prevista para 2022 é de mais de R$ 2,3 bilhões.

No projeto de lei sobre o transporte, o executivo afirma que com todos os itens que impactam na tarifa, principalmente a queda de usuários e a alta do diesel, o valor previsto da tarifa chegaria a R$ 5,45.

Com o subsídio do município de R$ 25,2 milhões, a tarifa pode ser reduzida a R$ 4 para o usuário pagante.

Tarifa do transporte coletivo é de R$ 4,25, em Londrina — Foto: RPC/Reprodução

Tarifa do transporte coletivo é de R$ 4,25, em Londrina — Foto: RPC/Reprodução

O valor que pode ser destinado ao subsídio representará cerca de 1% do orçamento total do município. Entretanto, com R$ 25 milhões é possível fazer outros investimentos na cidade.

Com R$ 5,2 milhões, por exemplo, foi construída a escola do Vista Bela, em Londrina, que atende 710 estudantes. Já o viaduto da Avenida Dez de Dezembro, custou R$ 18 milhões.

Conforme a intenção da prefeitura, a ideia de pagar o subsídio é para atrair mais usuários.

Assim, deve existir a possibilidade de que o município não precise mais pagar os R$ 25 milhões, pois com o aumento de passageiros, a porcentagem para cobrir os custos será menor, segundo a prefeitura.

Entretanto, o professor e pesquisador Carlos Alberto Hirata explica que para a conta prevista pelo município ser possível, o número de usuários precisa aumentar expressivamente.

“Para você ter uma efetividade de custo de tarifa, você precisaria pelo menos trabalhar com uma vez e meia a demanda de usuários no município. Ou seja, retornar os três milhões de usuários no sistema, mais um milhão, para que você efetivamente consiga sustentar as oscilações que naquele período você vai ter”, disse.

Segundo o professor ainda, dificilmente quem já deixou de usar o transporte coletivo e agora utiliza transportes alternativos, voltará para o sistema público.

“Eu não acredito, até por uma questão de segurança de saúde. Eu não acredito que o usuário que tenha um pouquinho de condição de pagar essa tarifa de R$ 10 por dia de passagem, que ele não vá buscar outras alternativas, ele vai. Porque na demanda, se você pegar o salário mínimo de R$ 1,1 mil, isso aí dá quase 25% do salário dele.”



Fonte: G1


06/01/2022 – Rota do Sol FM

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