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Primo de ex-governador Beto Richa, Luiz Abi Antoun é velado em Londrina


O empresário, que tinha 65 anos, era conhecido em Londrina e no meio político.

  • No Líbano após autorização da Justiça, Luiz Abi Antoun falta a audiência da Operação Publicano

Ele foi réu em várias investigações, como na Operação Publicano, que apura um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná. (Leia mais sobre Antoun ao final da reportagem).

Segundo a Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) do Mato Grosso e, depois, levado ao Paraná.

O sepultamento da vítima será nesta terça, às 17h, no Cemitério São Pedro.

Luiz Abi Antoun é parente do ex-governador do Paraná — Foto: Reprodução GloboNews

Luiz Abi Antoun é parente do ex-governador do Paraná — Foto: Reprodução GloboNews

Com a morte de Luiz Abi Antoun, os processos contra ele são arquivados.

Já os processos na área cível, que tentam eventualmente recuperar algum dinheiro que tenha sido desviado, continuam. Inclusive, podem levar ao bloqueio do patrimônio dos herdeiros dele.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Luiz morreu após a caminhonete em que ele estava capotar na rodovia.

O motorista do veículo, que não teve a identidade divulgada, foi encaminhado à unidade de saúde com vários ferimentos.

Já o empresário, que estava no banco de passageiro, não resistiu e morreu no local.

Segundo a concessionária, o motorista estaria trafegando sentido sul quando o motorista perdeu o controle da direção, passou pelo canteiro central, e, por outro veículo utilitário, até capotar no acostamento.

Luiz Abi Antoun estava no banco do passageiro do veículo que capotou na BR-163, em Itiquira. Motorista ficou ferido e foi encaminhado ao hospital — Foto: Reprodução

Luiz Abi Antoun estava no banco do passageiro do veículo que capotou na BR-163, em Itiquira. Motorista ficou ferido e foi encaminhado ao hospital — Foto: Reprodução

Luiz Abi Antoun, réu na Operação Publicano, foi preso preventivamente depois de faltar a uma audiência do processo desta ação em 2018.

Abi foi alvo de mandado de prisão da 55ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Integração II, deflagrada em 2018.

Ele não chegou a ser preso, pois viajou para o exterior em 22 de setembro, dois dias antes de a defesa dele notificar o juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, no norte do Paraná, responsável pelos processos da Publicano.

Em março de 2021, ele teve a prisão preventiva suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, no âmbito da Operação Quadro Negro.

O empresário também foi alvo de investigação da Operação Rádio Patrulha, que investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa “Patrulha do Campo”, para recuperação de estradas rurais do estado.

Abi Antoun é réu na Operação Publicano, que investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná.

Operação Quadro Negro – Um dos maiores escândalos de corrupção do governo de Beto Richa (PSDB), a Operação Quadro Negro investiga desvio de pelo menos R$ 20 milhões que deveriam ter sido usados na construção e reformas de escolas públicas no Paraná.

Operação Rádio Patrulha – investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa “Patrulha do Campo”, para recuperação de estradas rurais do estado. Luiz Abi Antoun foi indiciado por corrupção passiva.

Operação Publicano – Foi deflagrada em março de 2015. De acordo com as investigações, os auditores fiscais participavam do esquema para não fazer fiscalizações corretamente, não autuando sonegadores de impostos. Depois, segundo a apuração, o grupo cobrava propina dos empresários para anular débitos e reduzir, por meio de fraudes, o valor dos impostos.

Na Operação Publicano, as investigações do Ministério Público do Paraná afirmam que ele fazia indicações de cargos para a Receita Estadual. Ele também é apontado como “gestor político” do órgão. Além disso, o empresário é suspeito de receber dinheiro arrecadado como propina.

Lava Jato – Operação Integração – Investigação mira os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

Um dos esquemas, intermediado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), movimentou R$ 240 mil mensais em 2010 em propina, segundo o Ministério Público Federal (MPF).



Fonte: G1


09/02/2022 – Rota do Sol FM

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