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Produção de peixes no Paraná cresce 9% e mantém estado na liderança da piscicultura, diz associação | Caminhos do Campo


A produção de peixes de cultivo no Paraná aumentou 9% em 2021, em comparação com 2020. O crescimento manteve o estado como maior produtor do país, de acordo com Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR).

Em 2020, o Paraná produziu 172 mil toneladas e, no ano passado, foram 188 mil toneladas. São Paulo, que ficou em segundo lugar, produziu 81,6 mil toneladas em 2021.

Produção de peixes no Paraná — Foto: RPC/Reprodução

Produção de peixes no Paraná — Foto: RPC/Reprodução

No estado paranaense, a região oeste é consolidada no ramo, mas a região norte está crescendo, principalmente por causa da cooperação.

“Nós temos duas cooperativas que vão se instalar (no norte). Esse sistema vai permitir que muitos outros produtores trabalhem a partir de parcerias, para que tenham produção e comercialização garantidas. Isso facilita e incentiva o número de produtores trabalhando na atividade”, explica o diretor da PeixeBR, Ricardo Neukirchner.

Apesar da boa expectativa e do crescimento nos números, Ricardo orienta os criadores de peixes a trabalharem com cautela.

Soja e milho, que são matérias-primas da ração dos animais, são grãos que estão valorizados no mercado e, consequentemente, aumentam o custo de produção.

Tanque de criação de tilápias — Foto: RPC/Reprodução

Tanque de criação de tilápias — Foto: RPC/Reprodução

No Paraná, 96% dos peixes produzidos são tilápias. O estado conta com 25 mil psicultores, de acordo com a PeixeBR.

Rogério Andrello cria peixes há 30 anos em uma propriedade rural em Londrina, no norte paranaense. Ele tem nove tanques, mas está construindo mais um com o objetivo de produzir 50 toneladas de tilápia por ano.

Além dos tanques, a tecnologia é outro ponto de investimento para manter a qualidade. O produtor instalou um aerador em um dos tanques e já faz a conta para colocar o equipamento nos outros criadouros.

“O pessoal sempre está desenvolvendo coisas para ir melhorando. E aí a gente tem que estar junto porque ficar parado no tempo não vai funcionar, não”, conta Rogério.

O aerador injeta oxigênio na água e faz a decantação de materiais pesados, como nitrato e amônia. Com esse investimento, o produtor pode mais que dobrar o número de peixes por tanque.

Segundo Ricardo, diretor da PeixeBR, o pensamento dos produtores na inovação auxilia o Paraná a se manter na liderança do ramo.

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Fonte: G1


20/03/2022 – Rota do Sol FM

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