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Proposta de aumento dos salários de conselheiros da Copel volta a provocar polêmica na Alep


A proposta de aumento nos salários de nove integrantes do conselho de administração da Copel voltou a causar polêmica na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

O tema já provocou muita discussão o ano passado, e voltou à tona agora. Na sessão desta terça-feira (5) do plenário, o deputado Soldado Fruet (Pros) criticou a proposta de reajuste.

  • Leia a íntegra da proposta

A empresa tem o governo do Paraná como o principal acionista e apresentou novamente uma proposta para reajustar o salário dos conselheiros. A Copel também quer pagar um prêmio anual de mais de R$ 3 milhões, divididos entre sete diretores – ou seja, quase R$ 430 mil a mais para cada um.

As mudanças estão na pauta da assembleia geral da companhia, prevista para 29 de abril.

A proposta veio seis meses depois da primeira sugestão de reajuste nos salários dos conselheiros. Em setembro do ano passado, a Copel já tinha cogitado levar o aumento para análise dos acionistas, mas recuou depois de críticas.

Pelos valores apresentados na pauta da reunião da assembleia geral, a empresa pretende desembolsar quase meio milhão de reais a mais por ano com o pagamento dos conselheiros. Isso representa aumento de 62% nos salários e de 21% na remuneração total, que inclui benefícios e participação em comitês.

Hoje, o salário de um conselheiro, sem contar esses complementos, é de R$ 10,9 mil. Com a mudança, o salário passa para R$ 11,3 mil. A Copel não informou quanto um conselheiro ganha contando todos os benefícios e participações em comitês.

A proposta também mexe na remuneração do total dos integrantes da diretoria e do conselho fiscal – mas nesses casos há uma redução – de 3,8% para os diretores e de7,7% % para os conselheiros fiscais.

Dos nove membros do conselho de administração, quatro são indicados pelo governo – principal sócio da Copel -, um pelos empregados da companhia, e outros três pelos sócios minoritários.

O conselho de administração é responsável pelas decisões estratégicas da empresa, e faz a orientação geral dos negócios da companhia. Os integrantes, porém, não cumprem uma carga horária fixa de trabalho e participam, em média, de uma reunião por mês.

Na proposta, a Copel afirma que a remuneração está de acordo com a legislação aplicável às práticas de mercado, apuradas através de pesquisas salariais, observando, entre outras características, porte similar ao da companhia.

Em nota, a companhia disse ter identificado a necessidade de revisão da remuneração dos conselheiros, que foi feita pela última vez em 2018.

A empresa disse que a revisão de remuneração de membros dos conselhos administrativo e fiscal e dos comitês estatutários atende ao princípio de preservação da qualificação dos profissionais que compõem esses organismos diretamente responsáveis pela governança da Copel.

A companhia informou ainda que a proposta não implica em aumento de custos, mas em remanejamento de recursos do orçamento, e disse que o dinheiro sairá das verbas da diretoria. Sobre os bônus aos diretores, a empresa informou que trata-se de um programa por desempenho, e que o pagamento está atrelado ao cumprimento de metas.

O governo do estado informou que vai analisar a proposta da Copel, na assembleia da empresa.

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Fonte: G1


06/04/2022 – Rota do Sol FM

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