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Raça de galinha 'índio gigante' tem espaço para crescer no Paraná, diz Instituto de Desenvolvimento Rural


A criação da raça de galinha “índio gigante” tem espaço para crescer no Paraná nos próximos anos, segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do estado.

Em comparação com outros estados, como Minas Gerais, Goiás e São Paulo, a criação dá ave no estado ainda é pequena, mas já está encontrando oportunidade.

A raça, considerada extremamente dócil, surgiu da mistura de outras quatro espécies: a galinha caipira brasileira, o índio combatente, a shamo e a malaio.

Os machos adultos chegam a medir um metro e trinta centímetros e pesar oito quilos. As fêmea podem atingir até um metro e cinco e peso de cinco quilos.

Índio gigante tem como característica a precocidade. — Foto: Reprodução / TV Bahia

Índio gigante tem como característica a precocidade. — Foto: Reprodução / TV Bahia

Além da altura acima da média, os índios gigantes tem outras características marcantes, como explica criador de aves João Dumas.

“Para ser caracterizado como índio gigante, os pés precisam ser amarelos ou laranjas. Os indesejáveis são os que tem pés brancos, verdes ou pretos. As aves precisam ter bico curto e ele precisa reproduzir essas características nos descendentes”, afirma Dumas.

Outra característica da raça é a precocidade. Os índios gigantes atingem a fase adulta entre sete e oito meses, menos da metade do tempo do que o uma caipira comum.

“A alimentação é a mesma e o bicho consome a mesma quantidade de alimento que uma outra ave galinácea”, completa o criador de aves.

Possibilidade de negócio

O criador de aves João Dumas, de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba explica que a conheceu a espécie quando buscava melhorar a qualidade das aves que criava no quintal do sítio.

Galo índio gigante é uma mistura de outras quatro espécies.  — Foto: TV Anhanguera/ Reprodução

Galo índio gigante é uma mistura de outras quatro espécies. — Foto: TV Anhanguera/ Reprodução

”Eu conheci o índio gigante quando estava procurando melhorar as aves que eu tinha no quintal de casa. Eu queria ter uma carne mais saborosa, um galo maior e fui descobrindo, via internet, que tinha esse bicho. Eu fui atrás do criador, busquei reprodutores, trouxe alguns, tive as primeiras experiências e, no final das contas, acabei montando um aviário para reproduzir a espécie”, conta Dumas.

Depois de entender melhor as características da raça e o manejo, o criador começou a ver uma possibilidade de negócio.

As características do índio gigante são vantajosas para aqueles que os criam para o abate.

João Dumas cria os índios gigantes para a reprodução. — Foto: Reprodução

João Dumas cria os índios gigantes para a reprodução. — Foto: Reprodução

Dumas conta que cria as aves para reprodução. De acordo com o criador, no aviário, são trinta e cinco galinhas matrizes, 3 galos reprodutores e cerca de 100 pintinhos.

“Vai ter aquele indivíduo que vai buscar uma ave ornamental de grande porte e bonita, o que vai reproduzir aves de alto padrão para comercialização, os que querem misturar com outras espécies para melhorar a produção de carne, então, eu diria que nós temos diversos mercados e, talvez, essa seja a melhor forma de não depender de um nicho único de mercado e poder atender um número maior de pessoas e ter um negócio viável economicamente”, explica João Dumas.

Quanto à qualidade da carne, João explica que, por ter uma carcaça grande, o índio grande oferece bastante carne também. De acordo com Dumas, a carne não é gorda, mas este é outro diferencial que tem atraído a atenção dos consumidores.

O produtor ensina uma receita de “índio gigante à moda da casa”.

Para 2,5 quilos de frango, picado e salgado, João orienta usar duas colheres de banha de porco, pimenta do reino a gosto, dois tomates, duas cebolas médias picadas, três dentes de alho picados, folhas de louro, sálvia, uma folha de laranja, açafrão da terra e uma porção de almeirão.

Esquente a banha de porco numa panela, acrescente a carne e mexe até dourar. Quando estiver bem frita, acrescente a cebola e o tomate e refogue por mais dez minutos. Quando a cebola e o tomate começarem a desmanchar, coloque o louro, a sálvia, o alho e a folha de laranja e continue mexendo até chegar em um ponto em que não seja mais possível frigir, sem colocar água.

Adicione um pouco de água, aos poucos, e deixe no fogo até o cozimento total. No fim, tempere com o açafrão da terra e a pimenta do reino. Está pronto.

Dumas sugere servir acompanhado de polenta, arroz e salada de almeirão. O preparo também pode ser feito com galinha caipira normal. O passo a passo é o mesmo.

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Fonte: G1


27/02/2022 – Rota do Sol FM

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