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Representantes da cadeia de produção do trigo se preocupam com cenário econômico: 'situação complexa'


No início do mês de abril Curitiba recebeu um encontro com representantes da cadeia de produção do trigo.

O evento reuniu fornecedores, cooperativas e representantes da indústria moageira de todo o país. O Paraná responde por quase metade da produção de trigo brasileira e 30% do volume de moagem.

“As nossas cultivares no Brasil melhoraram muito em termos de qualidade nos últimos anos então a gente espera um ganho de produtividade e um aumento da área plantada. Então estamos otimistas que a safra seja excelente”, analisa Paloma Venturelli, vice-presidente do Sinditrigo-PR.

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Apesar das boas expectativas para a próxima safra, que deve ser colhida em setembro, o estado depende das importações e o cenário é de incertezas, principalmente por conta da guerra na Ucrânia e do valor do dólar.

Rússia e Ucrânia, o "celeiro da Europa", representam 29% das exportações globais de trigo — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Rússia e Ucrânia, o “celeiro da Europa”, representam 29% das exportações globais de trigo — Foto: GETTY IMAGES via BBC

O presidente do Sinditrigo-PR, Daniel Kümmel, explica que o setor está bem preocupado com o momento.

“A gente já vem de uma pandemia, já tivemos um problema com uma questão inflacionária muito grande. E com a questão agora da Guerra da Ucrânia com a Rússia a situação ficou mais complexa, porque a gente agora tem uma situação que a Rússia e a Ucrânia respondem por 30% de toda a exportação de trigo. Então desequilibrou toda a balança de fornecimento no mundo”, explica.

Expectativa da safra de trigo é menor por conta da instabilidade do clima — Foto: Reprodução/RPC

Expectativa da safra de trigo é menor por conta da instabilidade do clima — Foto: Reprodução/RPC

Para Paloma Venturelli o cenário é desafiador.

“Do início da pandemia até hoje, o preço do trigo aumentou 125%. É um dos produtos que mais sofreu com tudo isso. E do início da guerra em março até o dia de hoje já foram mais 25%. Então, é uma soma de aumentos e de incertezas. Não que venha a faltar produto, eu acredito que aqui no Paraná não venha a faltar até a chegada da nossa safra em setembro, mas não se sabe o preço. Então, quando existe um grande aumento de demanda o preço realmente é um fator que estressa o mercado”, diz ela.

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Fonte: G1


10/04/2022 – Rota do Sol FM

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