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Veja quem era o PM que morreu após ser baleado em ataque à empresa em Guarapuava


Nascido em Campo Mourão, no centro-oeste do estado, o cabo ingressou na corporação em 26 de setembro de 1995 e atualmente fazia parte do Pelotão de Choque do 16° Batalhão de Polícia Militar (BPM).

A morte cerebral do militar foi confirmada neste sábado (23) pela PM, que lamentou a perda e o definiu como dono de uma “carreira exemplar e extremamente operacional”. O militar deixou a esposa e dois filhos.

Ele foi baleado na cabeça quando estava na viatura alvejada por criminosos na noite do último domingo (17). Ricieri foi a única vítima do ataque que morreu. Além dele, outras duas pessoas ficaram feridas, sendo elas um segundo PM e um civil. Veja detalhes abaixo.

Segundo a PM, Ricieri atuou no 16º Batalhão de Polícia Militar, em Guarapuava, e no Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

Em Guarapuava, o cabo passou pelos extintos Grupo de Operações Especiais (GOE) e Tático Móvel Auto (TMA), além da ROTAM e do Pelotão de Trânsito.

No Pelotão de Choque, ele dedicou quinze anos da carreira. Conforme nota da polícia, o militar “era uma referência dentre os policiais do Choque”. A corporação também ressaltou a atuação de Ricieri na Força Nacional e o brevê do Curso de Controle de Distúrbios Civis (CCDC) que carregava.

A Polícia Militar exaltou ainda o amor à profissão do cabo e afirmou que o legado do militar “para sempre será lembrado”.

Em uma nota, o governador Ratinho Junior (PSD) também emitiu nota de pesar, ressaltando que o cabo “foi atingido enquanto defendia a população paranaense, à serviço da polícia”, o que definiu como ato de bravura.

Cabo Ricieri foi atingido com disparo na cabeça no domingo (17) — Foto: Divulgação/Redes Sociais

Cabo Ricieri foi atingido com disparo na cabeça no domingo (17) — Foto: Divulgação/Redes Sociais

Junto a Ricieri, outros dois policias e um cachorro estavam no veículo alvejado: o cabo Wendler, que não se feriu e foi salvo de um tiro de fuzil que acertou o celular dele; e o cabo José Douglas Bonato, que foi baleado na perna e recebeu alta do hospital. O animal não se feriu.

Todos eles deixavam a sede do 16º BPM, em Guarapuava, quando foram surpreendidos por parte do grupo criminoso. Os assaltantes fizeram diversos disparos contra a viatura, conforme o secretário de Estado Segurança Pública do Paraná, coronel Romulo Marinho Soares.

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Em um áudio, Bonato relatou o momento do ataque. “Eles atiram pra matar e não param”, contou. Bonato ainda faz menção ao cabo Ricieri Chagas. Ouça aqui.

“Dai eu pensei que eles ‘iam matar nós’ de vez ali cara. Só que eu não vi nada. Dai eu me joguei da viatura. E a viatura bateu, acho. Rastejei no mato e consegui forçar o torniquete. Só que daí eu desci da barca e pisei, dai eu acho que quebrou de vez a perna. Daí o Wendler [terceiro policial] não conseguiu me resgatar, mas fez certo, tocou pro hospital com o Ricieri”.
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Um civil, que não teve o nome revelado, foi atingido dentro de casa. Ele mora próximo da transportadora de valores. Segundo a PM, ele recebeu atendimento médico e foi liberado.

Ao menos 30 criminosos estavam envolvidos na tentativa de assalto. Até este sábado (23), duas pessoas foram ouvidas como suspeitas, mas foram liberadas.

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A tentativa de assalto a uma transportadora de valores de Guarapuava, na região central, e o ataque ao 16ª Batalhão da Polícia Militar (BPM) do município, ocorreram de maneira simultânea na noite do último domingo (17).

A informação foi confirmada ao g1 pelo secretário de Estado Segurança Pública do Paraná, coronel Romulo Marinho Soares.

Ataque em Guarapuava — Foto: Reprodução

Ataque em Guarapuava — Foto: Reprodução

Um vídeo obtido com exclusividade pela RPC mostra que o grupo criminoso ficou por uma hora e meia em frente à transportadora. Conforme o horário indicado nas imagens, tem-se que viaturas da polícia aparecem na região à 0h45, quase uma hora após a saída dos suspeitos.

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Segundo o secretário, o intervalo de tempo entre a chegada dos assaltantes na cidade até a fuga, foi de cerca de cinco horas.

A polícia investiga a possível ligação do grupo que atuou na cidade em crimes similares em Criciúma (SC) e Araçatuba (SP).

Entenda, abaixo, a ordem cronológica da noite de terror em Guarapuava:

Cronologia da tentativa de assalto em Guarapuava — Foto:  Wagner Magalhães

Cronologia da tentativa de assalto em Guarapuava — Foto: Wagner Magalhães



Fonte: G1


23/04/2022 – Rota do Sol FM

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