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Vereadores aprovam em 1ª discussão subsídio para redução da tarifa do transporte coletivo, em Londrina


A Câmara de Londrina, no norte do Paraná, aprovou em primeira discussão o projeto de lei que propõe o pagamento de R$ 25,2 milhões às empresas do transporte coletivo para que a tarifa de ônibus seja reduzida em R$ 0,25.

A sessão começou na manhã de sexta-feira (7) e terminou por volta das 5h20 deste sábado (8). Os vereadores voltarão a discutir o projeto na manhã deste sábado para uma nova votação.

O projeto foi enviado pelo Poder Executivo e prevê que o subsídio seja pago com recursos arrecadados em impostos municipais. A proposta foi aprovada por 14 votos favoráveis e cinco contrários.

Durante a votação, os vereadores aprovaram quatro emendas ao projeto. Uma delas retirou o artigo que previa a fixação do valor da tarifa em R$ 4. Os parlamentares entenderam que a determinação do valor é responsabilidade do Poder Executivo.

Terminal urbano de Londrina — Foto: RPC/Reprodução

Terminal urbano de Londrina — Foto: RPC/Reprodução

Para os vereadores da base do executivo, a proposta é necessária para atrair mais passageiros ao transporte público e uma tarifa maior poderia ser prejudicial ao serviço, com a perda de mais usuários.

Os demais representantes do legislativo são contra a proposta, pois questionam o uso desses recursos e se esse subsídio será revertido à população ou para lucro das empresas.

Para o presidente da Comissão de Justiça, Matheus Thum (PP), o projeto é constitucional e importante para a cidade.

“A gente tem cálculos que falam que se chegar a 95%, com a tarifa a R$ 4, dos usuários que tínhamos antes da pandemia, nós já teremos superavit na arrecadação, podendo esse superavit, como traz o projeto, ser abatido na própria tarifa reduzindo ainda mais a tarifa. Então é um processo que a gente depende muito também da população, que volte a usar o transporte coletivo com ele mais acessível financeiramente, para que a gente possa aumentar o número de usuários e reduzir cada vez mais a tarifa.”

Recursos estimados para pagamento do subsídio, em Londrina — Foto: RPC/Reprodução

Recursos estimados para pagamento do subsídio, em Londrina — Foto: RPC/Reprodução

De acordo com o líder do executivo na câmara, Londrina tem recursos suficientes para bancar o subsídio apresentado na proposta.

“A prefeitura fez um Profis, teve um contingenciamento de verba e tem esse dinheiro em caixa para trabalhar. Inclusive, a Câmara Municipal já devolveu mais de R$ 8 milhões para o município de dinheiro que não usou aqui. O dinheiro do povo indo para o povo. A gente tem que votar ‘sim’ nesse projeto para que a população sinta uma ajuda do município”, disse o vereador Fernando Madureira (PTB).

Para o vereador Giovani Mattos (PSC), a discussão aprovada em pedido de urgência não deveria ocorrer.

“Na minha visão ele não deve ser analisado de urgência. Nós recebemos esse projeto na segunda-feira do executivo, e hoje estamos na sexta-feira em primeira discussão. Se tratando de um projeto de interesse popular, deveria-se ter uma participação maior da população.”

A vereadora Jessicão (PP) também se mostrou contrária à aprovação do projeto sem um prazo maior para análise.

“Eu sou contrária a forma que veio. Essa coisa de urgência, libera R$ 25 milhões de um dia para o outro. Gente, a gente está falando de R$ 25 milhões. Então eu sou contrária e vou trabalhar contra o projeto porque entendo que é prejudicial para a população de Londrina quando você diz que vai reduzir a tarifa, porém, no final das contas ainda vai ser caro para todos os munícipes. Paga R$ 4, mas no final está pagando R$ 10 para a empresa.”

Independentemente do posicionamento vereadores, ambos concordam que as discussões precisam contar com representantes da prefeitura e da CMTU para que as dúvidas sejam sanadas sobre o projeto, já que a proposta mexe com os cofres públicos.



Fonte: G1


08/01/2022 – Rota do Sol FM

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