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Vizinho filma agressão contra mulher em sacada de apartamento; testemunhas não conseguiram registrar boletim de ocorrência | Paraná


Moradores da região central de Curitiba registraram na noite desta sexta-feira (18) um homem agredindo uma mulher na sacada de um apartamento. Os vizinhos chamaram a polícia, porém, não conseguiram registrar o boletim de ocorrência.

As imagens gravadas pelo químico ambiental, Pedro Duarte, que mora no prédio em frente. Ele relata que o agressor disse que ia matar a vítima e que parecia estar bastante alterado. Pedro chegou a gritar da janela tentando cessar as agressões.

O vídeo mostra o homem sentado na sacada do apartamento e uma mulher no chão. Primeiro, ele puxa o cabelo dela e, depois, pisa na perna, com força, várias vezes.

A gravação mostra que a mulher se arrasta para dentro do imóvel, mas o agressor vai atrás e dá vários chutes nela. Ele vai e volta da sacada e os chutes se repetem várias vezes.

Segundo moradores do bairro, o agressor já se envolveu em outros episódios semelhantes. Desta vez, relatam, os gritos foram tão altos que puderam ser ouvidos pelos moradores dos prédios vizinhos.

Agressor já teve comportamento semelhante outras vezes, relatam vizinhos — Foto: RPC Curitiba

Agressor já teve comportamento semelhante outras vezes, relatam vizinhos — Foto: RPC Curitiba

Um dos vizinhos, que falou com reportagem sob a condição de anonimato, contou que em outras ocasiões foram ouvidos xingamentos, barulhos de coisas caindo e quebrando, e gritos. “Mas, assim, não como dessa vez. Dessa vez a gente ouviu de uma forma mais enfática”, disse.

Depois de várias ligações, os vizinhos conseguiram chamar a polícia.

O agressor mora em um apart hotel. Em nota, o estabelecimento disse que os policiais conversaram com o agressor, mas que a vítima já tinha ido embora e que a Polícia Militar optou por não levar o morador para a delegacia. O hotel diz ainda que repudia qualquer tipo de agressão.

Mariana Bazzo é promotora do Direito da Mulher e alerta que é dever de qualquer cidadão interferir em casos de violência doméstica – um das principais causas de mortes violentas de mulheres no país.

“No caso de agressões físicas, já é consolidado que, mesmo sem a vítima se manifestar, qualquer pessoa pode e deve comunicar a polícia e os órgãos responsáveis pela investigação, pela prisão em flagrante”, afirma a promotora.

Uma vizinha que testemunhou as agressões tentou registrar a ocorrência, mas não conseguiu.

“Eu vi a agressão, mas eu não consegui fazer absolutamente nada. Cegando na delegacia, falaram que eu precisava ou ser a pessoa, a vítima, ou ter uma procuração da vítima. Como eu não conheço a vítima, eu não consegui fazer o boletim de ocorrência”, lamenta.

Em nota, a polícia civil disse que a testemunha foi atendida pela equipe de plantão, que anotou a denúncia e solicitou que ela retornasse na segunda-feira (21) para formalizar um procedimento de informação.

De acordo com a polícia, esse procedimento é feito nos casos em que não há informações de vítimas, nem suspeitos, para ser colhido o depoimento e demais informações para investigação.

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Fonte: G1


19/03/2022 – Rota do Sol FM

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