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Em uma decisão surpreendente que marca os bastidores do Judiciário nesta quarta-feira (9), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou a retirada do ministro Alexandre de Moraes da relatoria do famoso “Inquérito das Fake News”.
A tramitação, que se arrastava sob sigilo há sete anos na Corte Superior, passa por mudanças significativas de rumo. O inquérito foi instaurado em 2019 com o objetivo de apurar a disseminação de notícias falsas, ataques virtuais e ameaças contra integrantes do tribunal e seus familiares. Desde então, as investigações vinham sendo conduzidas de forma centralizada sob o comando de Moraes.
Com a nova determinação exarada pela presidência do tribunal, altera-se o andamento das investigações e a gestão processual do caso na Suprema Corte. O movimento do ministro Edson Fachin reconfigura a condução das apurações atreladas às notícias falsas e marca um novo capítulo na dinâmica interna do STF.
Ao longo de sete anos, o inquérito tornou-se o epicentro de intensos debates jurídicos e políticos no país:
Com a nova determinação de Edson Fachin, o andamento das investigações atreladas ao caso sofrerá uma reorganização direta. Os relatórios passam a ser submetidos à Presidência do STF e, em seguida, repassados à Procuradoria-Geral da República (PGR), que definirá sobre eventuais denúncias ou pedidos de arquivamento.
Com a Portaria 189 assinada por Fachin, todas as apurações preliminares do inquérito original passam a ser geridas diretamente pela Presidência do STF. Caberá ao órgão encaminhar o material à Procuradoria-Geral da República (PGR), que definirá se os elementos reunidos se converterão em novas denúncias formais ou se o caso caminha para o encerramento definitivo.
Redação/Foto: CGN



